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Quem visita Paris pela primeira vez, costuma ficar surpreso com a grande quantidade de pessoas que se veem mendigando nas ruas

Apesar de, como denuncia esta ONG, a falta de critérios homogêneos impedir confrontar adequadamente o número de sem-teto nos diferentes Estados europeus, uma comparação aproximada permite ver que o número francês se afasta ostensivamente das 30 mil pessoas que, segundo a Caritas, carecem de domicílio na Espanha, um país muito mais atingido pela crise e pelo desemprego do que a França, onde a taxa do desemprego ronda os 10%, contra 24% de seu vizinho.

Paris: sobre os paralelepípedos, a miséria

A capital francesa é talvez uma das cidades que mostra com maior crueldade a situação dos sem-teto no país. Quem visita Paris pela primeira vez costuma ficar surpreso com a grande quantidade de pessoas que se veem mendigando nas ruas ou dormindo nas plataformas de estação do metrô. Cerca de 6.000 pessoas sem casa moram nesta cidade, segundo estimam vários grupos.

A cada ano, a chegada do verão implica o fechamento de centenas de centros de acolhida que trabalharam sem pausa durante o inverno e, embora este ano a nova ministra de Habitação, Cécile Duflof, tenha cedido aos pedidos do Coletivo de Associações e prorrogou a abertura destes centros até o dia 1 de julho, o problema continua sem ser resolvido.