
Calcula-se que o morador de Caracas passa em torno de quatro horas atolado no trânsito por dia de trabalho, um caos que tem mais a ver com a falta de educação e de respeito às normas do que com o excesso de veículos ou escassez de vias.
Pelo menos dois milhões de automóveis circulam diariamente por Caracas, sem contar as pouco mais de 150 mil motos e um número indeterminado de veículos de carga pesada. Muitos desses veículos só estão de passagem pela cidade e se limitam a atravessá-la porque é caminho obrigatório para quem precisa ir de leste a oeste da Venezuela ou vice-versa.
Batidas pequenas ou grandes, acidentados, protestos de cidadãos que passam pelo trânsito, e novas construções, são situações observadas diariamente nas vias e que fazem oscilar o termômetro de estresse do morador local, que já começou a buscar alternativas para evitar os engarrafamentos e as angústias geradas por eles.
A rede social Twitter se transformou em uma solução para muitos, que revisam um ou vários endereços que falam sobre o trânsito em Caracas e de onde os usuários informam e também fazem denúncias.
Além disso, os habitantes de Caracas se acostumaram a ouvir os relatórios que jornalistas dedicados ao tema fazem, sobrevoando a cidade de helicóptero, nas horas de pico e que também são receptores de denúncias sobre vias em mal estado. No entanto, este não é o principal problema das ruas da capital.




































