Washington, 26 jul (EFE).- O governo dos Estados Unidos reiterou nesta quinta-feira a exigência para que o regime de Bashar al Assad ponha fim à onda de violência na Síria, e disse visar preparar o país árabe para a chegada do 'dia sem Assad' no poder.

Os EUA e os demais países que pressionam a saída de Bashar al Assad, estão 'focados no que acontecerá depois, como em preparar a Síria para um dia ficar sem Assad, um dia em que todos os diferentes grupos étnicos possam se unir e formar um governo que seja representativo do povo sírio', disse a jornalistas estrangeiros o subsecretário de Estado para Assuntos Públicos, Mike Hammer.

'Nosso foco é apoiar a oposição com meios não letais... Assad tem que sair, precisa entender que na medida em que perde controle do território e do seu país, a violência não é a forma de resolução', acrescentou Hammer.

O subsecretário também aconselhou partidários de Assad que não estiverem dispostos 'a cometer crimes atrozes contra seu povo' a abandonar o presidente sírio, que segundo ele, 'tem os dias contados'.

Perguntado sobre o que os Estados Unidos fazem para agilizar a transição política na Síria, Hammer reiterou a postura de Washington de continuar aplicando 'pressões econômicas' contra Assad.

Os EUA procuram criar as 'circunstâncias que agilizem sua rápida saída (de Assad) e fornecer a transição política que queremos ver, na qual o povo sírio determine seu futuro', enfatizou.

Desde o início da oposição ao regime sírio, em março de 2011, mais de 15 mil pessoas morreram e outras milhares se refugiaram nos países vizinhos Turquia e Líbano. Além disso, o país conta mais de um milhão de habitantes que foram obrigados a deixar seus lares. EFE

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