TEERÃ (Reuters) - O Irã executou um membro do Jundollah, disse a agência de notícias semi-oficial Fars na terça-feira. Foram atribuídos ao grupo rebelde sunita vários ataques nas últimas semanas.

"Abdolhamid Rigi... foi enforcado na prisão da cidade de Zahedan na segunda-feira", afirmou o policial Gholamali Nekoui, segundo a Fars.

Rigi foi condenado por vários crimes, incluindo o moharebe, ou incitar a guerra contra Deus, punido com a morte sob a lei islâmica iraniana.

Nekoui afirmou que o homem não é irmão do líder do Jundollah, Abdolmalek Rigi, cuja execução foi adiada em junho, quando 13 outros membros do grupo étnico sunita Baluch foram enforcados por envolvimento em bombardeiros na região.

O Jundollah (soldados de Deus), que acusa o governo de discriminação contra os sunitas, tem sido culpado por diversos incidentes fatais nos últimos anos.

Segundo a imprensa iraniana, o grupo assumiu a autoria do bombardeio de uma mesquita na região de Sistão-Baluquistão em maio, matando 25 pessoas.

Além desse ataque, o grupo teria lançado o atentado de 18 de outubro na mesma região, matando 40 iranianos, entre eles 15 membros da Guarda Revolucionária.

Muitos sunitas vivem na área desértica de Sistão-Baluquistão, onde aumenta o número de bombardeios e conflitos entre as forças de segurança, insurgentes sunitas e traficantes de drogas.

O Irã, um país de maioria xiita, acusou o Paquistão, os Estados Unidos e a Grã-Bretanha de apoiarem o grupo rebelde sunita. Londres, Washington e Islamabad negam envolvimento no ataque do mês passado.