Número de mortos por deslizamentos de terra na China passa de 700

"Parente de vítima na China (AP, 10/08/10)"

O número de mortos por deslizamentos de terra na província de Gansu, no noroeste da China, aumentou para 702 e pelo menos 1.042 pessoas continuam desaparecidas, segundo informações das autoridades chinesas veículadas pela agência de notícias estatal Xinhua.

Em uma coletiva de imprensa nesta terça-feira, o chefe do Departamento de Assuntos Civis da Província, Tian Baozhong, afirmou que, até agora, pelo menos 1.243 pessoas foram resgatadas, sendo que 42 estão gravemente feridas.

Os deslizamentos estão sendo causados pelas chuvas torrenciais que atingem a região desde o sábado. As chuvas destruiram as margens do Rio Bailong e uma grande quantidade de água, lama e rochas atingiu morros e casas.

O repórter da BBC na região Chris Hogg disse que prédios de até sete andares de altura foram derrubados "como papel", por quantidades enormes de lama.

A previsão é de que mais chuvas fortes atinjam o condado de Zhougu nos próximos três dias.

Segundo o repórter da BBC, as buscas por sobreviventes seguem em um ritmo "frenético".

Pelo menos 5,3 mil soldados trabalham na procura e na ajuda às vítimas. Helicópteros e outras aeronaves foram enviados para o local.

Para encontrar sobreviventes entre os escombros, as equipes contam com a ajuda de cães farejadores.

Histórias

Passadas mais de 50 horas do início da tragédia, uma mulher de 52 anos foi resgatada. As equipes de salvamento em toda a região procuram identificar sons que indiquem a presença de sobreviventes entre os escombros.

Entretanto, o enviado da BBC a Gansu relata que são muitas as histórias de pessoas que perderam suas famílias.

Homens trabalham em resgate de vítimas de deslizamentos na China (AP, 9 de agosto)

"Homens trabalham em resgate de vítimas de deslizamentos na China (AP, 9 de agosto)"

À medida que o tempo passa, a esperança diminui, disse o repórter.

Em visita ao local do desastre na segunda-feira, o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, afirmou que as prioridades agora são as buscas por sobreviventes e o fornecimento de água potável às vítimas.

"Atualmente, os desafios são expandir as buscas e resgates, lidar com o grande lago formado pelos deslizamentos de maneira científica, limpar a lama e retomar o fornecimento de água potável", declarou.

Centenas de soldados foram enviados para o local para retirar o entulho que represa as águas, em uma tentativa de evitar novas inundações.

Ao todo, quase duas mil pessoas já morreram neste ano em enchentes que afetaram o centro e sul da China.

Os prejuízos são de bilhões de dólares devido às casas destruídas e terras produtivas inundadas, segundo o correspondente da BBC em Pequim Michael Bristow.

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