
As transportadoras, empresários e comerciantes são tradicionalmente o "prato forte" das temidas gangues da Guatemala, que com um exército que pode chegar a até 20 mil membros, mantém a população atemorizada. Agora, os comerciantes de alimentos são o novo menu dos grupos que praticam a extorsão.
Raúl Figueroa, promotor da Unidade contra Extorsões do Ministério Público, assegura que os integrantes das gangues recorrem a práticas engenhosas para ampliar o negócio ilegal, e além de pedir dinheiro, atualmente chegam a exigir dos vendedores produtos de consumo básicos.
As "clicas", formadas por entre 14 e 20 membros, incluíram em suas extorsões a apropriação das tortilhas de milho (espécie de omelete), que assim como a carne, constituem a base da dieta do guatemalteco médio.
Segundo Figueroa, chegaram ao Ministério Público denúncias de que os grupos conhecidos como "mareros" estão exigindo entre 2,26 e 6,68 quilos semanais de carnes em vários açougues da capital, a Cidade da Guatemala. A situação é ainda mais grave pois como não são apenas uma gangue, o dono do estabelecimento precisa entregar o 'pedido' quase todos os dias.
No caso dos comerciantes de tortillas, os criminosos exigem 15 quetzais (US$ 2) diários, em troca de não causar nenhum dano a eles ou aos seus funcionários.
"Não é um fenômeno de uma zona específica. Ele ocorre em várias áreas e existem denúncias de que chegaram no setor de alimentos. Estamos investigando", disse o promotor.




























