Vitor Abdala

Enviado Especial da Agência Brasil

Nova Friburgo (RJ) - Pouco mais de 24 horas depois do temporal que castigou a região serrana do estado do Rio, a cidade de Nova Friburgo tenta se recuperar da tragédia. Hoje (13), muitas lojas permaneciam fechadas e vários pontos do municípios continuavam sem luz, água e gás. O serviço telefônico opera de forma precária.

Nas ruas da cidade ainda há muita lama, trazida pelos rios que transbordaram com o grande volume de chuva. Os moradores recorrem às botas e galochas para sair de casa. Muito lixo também se acumula pelas ruas e calçadas. No comércio, hoje foi dia de tirar o barro de dentro das lojas e ver o que ainda era possível salvar do estoque. Os carros também sofreram. Garagens foram inundadas e alguns veículos arrastados pela enxurrada.

Poucos postos de gasolina tinham combustível para oferecer aos motoristas nesta quinta-feira. Naqueles onde ainda era possível abastecer o carro, imensas filas se formavam, o que prejudicou, inclusive, o trânsito na entrada da cidade.

Em diversos pontos de Nova Friburgo, bombeiros continuam trabalhando intensamente para resgatar mais vítimas da tragédia. O número de mortos sobe a cada instante. No necrotério improvisado no Instituto de Educação de Nova Friburgo, já que a cidade não tem um órgão público de medicina legal, o fluxo de carros trazendo corpos é constante.

Uma multidão se concentra na frente da escola, procurando informações sobre parentes desaparecidos. Os corpos são mantidos no ginásio do colégio, onde aguardam reconhecimento. Na medida em que são liberados, seguem para o velório coletivo, organizado por uma funerária da cidade com o apoio da prefeitura.

'A gente estava usando o IML [Instituto Médico Legal] de Teresópolis, que está numa situação tão ruim quanto a nossa. Com autorização judicial, a gente conseguiu improvisar um IML no ginásio', disse o secretário municipal de Comunicação de Nova Friburgo, David Massena.

Edição: Vinicius Doria

Agência Brasil - Todos os direitos reservados.