Da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Os bancários do município do Rio de Janeiro terminaram a greve depois de 14 dias de paralisação.A decisão foi em assembleia feita hoje (13) a noite. Eles aceitaram a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), apresentada na rodada de negociações da última segunda-feira (11), em São Paulo.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários do Rio, Almir Aguiar, este foi o melhor acordo dos últimos 15 anos.

A Fenaban ofereceu reajuste de 7,5% para quem ganha até R$ 5.250. Para os salários superiores a este patamar, a proposta prevê um valor fixo de R$ 393,75 ou reajuste de 4,29% - o que for maior.

Além disso, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) que paga 90% do salário dos bancários, mais adicional, terá 14,28% de reajuste de aumento no adicional e o teto foi ampliado de R$ 2.100 para R$ 2.400.

Almir Aguiar disse que a greve da categoria fechou 653 agências de um total de 933 no município, sendo a maioria delas localizadas no centro financeiro do Rio, nas proximidades das avenidas Rio Branco e Presidente Vargas.

Aguiar informou ainda que o piso salarial dos bancários teve um reajuste de 16,33% e passou de R$ 1.040 para R$ 1.250.

No Banco do Brasil, os bancários também aceitaram a proposta da Fenaban e retornam ao trabalho nesta quinta-feira (14).

Edição: Rivadavia Severo

Já os funcionários da Caixa Econômica Federal no Rio rejeitaram as propostas. Eles querem igualar cargos e funções dentro do banco. Continuam em greve e ainda não decidiram quando farão nova assembleia para avaliar os rumos do movimento.

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